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Efeitos do CBD no mal de Alzheimer

Estudos revelam que dois dos principais canabinoides encontrados na canabis, o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD), reduzem o acúmulo de placas e emaranhados, demonstrando um potencial como opção de tratamento da doença.

A eficácia da canabis tem sido vinculada a sua interação com o sistema endocanabinoide, o que controla vários processos patológicos associados à desordem neurodegenerativa, incluindo neuroinflamação, excitotoxicidade, disfunção mitocondrial e estresse oxidativo.

 

O CBD como antitumoral

Uma revisão recente das pesquisas concluiu que a canabis possui propriedades antitumorais e é eficaz no alívio da dor, náusea e vômitos em pacientes com câncer. O CBD tem demonstrado inibir a progressão de cânceres de mama, pulmão, próstata e intestinos.

Em outro estudo, o CBD demonstrou possuir a capacidade de desregular as células cancerosas da mama, evitando seu crescimento. Em 2016, a mesma equipe de pesquisadores descobriu que o CBD é capaz de inibir a migração das células cancerosas da mama ao identificar que este efeito estava associado à desregulação do proto-oncogene c-Fos e da enzima cicloxigenase-2.

 

Canabinóides na Doença de Parkinson

Ensaios clínicos com agonistas dos receptores CB1 demonstram a capacidade de proteção das células dopaminérgicas, diminuição do tremor e melhora dos movimentos voluntários, além da redução da discinesia e da rigidez muscular, em humanos e primatas (Mursaleen e Stamford, 2015). Um estudo conduzido em Israel, publicado em dezembro de 2017 por Yacov Balash e colaboradores, relatou que 40 pacientes foram tratados com CBD e demonstraram: diminuição das quedas dos pacientes, diminuição da dor, melhora dos movimentos e melhora do sono. 

Outro estudo desenvolvido pela USP, um ensaio clínico duplo cego randomizado com grupo controle placebo, testou extratos de canabidiol com 75mg e 300mg, cada grupo com 7 pacientes, e encontrou associação do uso dos canabinóides com a melhora da qualidade de vida dos pacientes (Chagas e cols.,2014).

 

O controle da epilepsia pelo CBD

O canabidiol vem sendo um tratamento terapêutico muito bem tolerado e promissor, demonstrando a habilidade de reduzir ou até mesmo eliminar completamente as convulsões causadas pela epilepsia.

A habilidade do CBD de reduzir ou eliminar as crises convulsivas se deve a sua atuação no sistema endocanabinoide. O CBD interage com o receptor CB1, que por sua vez abafa a neurotransmissão e produz uma redução geral da excitabilidade neural.

Pesquisas também descobriram que a canabis é eficaz no tratamento de epilepsias pediátricas graves, como as síndromes de Dravet, de Doose e Lennox-Gastaut. Em um estudo por questionário, 84% dos pais relataram uma redução na frequência das crises de seus filhos ao tratá-los com canabis. Destes pacientes, 11% responderam que seus filhos chegaram a ponto de não mais apresentar convulsões, enquanto que 42% relataram uma redução superior a 80% na frequência das crises. Os pais relataram ainda outros efeitos benéficos, como um melhor estado de alerta, humor e sono.

 

Estudos sobre os efeitos do CBD no autismo

Pesquisadores descobriram o que acreditam ser um possível vínculo entre o autismo e os receptores canabinoides, em particular os CB2 do sistema endocanabinoide. Um estudo descobriu que as mutações celulares no cérebro que haviam sido associadas com o autismo bloqueiam a ação das moléculas que agem nos receptores CB2. Estes são os mesmos receptores que interagem com os canabinoides da canabis

Um estudo semelhante descobriu ainda que camundongos com problemas comportamentais semelhantes ao do autismo possuíam receptores CB2 superativados. Outro descobriu esta mesma prevalência na superativação dos CB2, porém em humanos. Estas descobertas relacionadas aos receptores CB2 apoiam a teoria de que o autismo poderia ser causado por uma interrupção da habilidade do cérebro de enviar sinais claros, sugerindo assim a possibilidade de se usar os canabinoides encontrados na canabis para restabelecer a comunicação, permitindo um funcionamento celular normal.

 

Analgesia com CBD: eficaz e sem vício!

Acredita-se que os canabinoides conseguem reduzir a dor através de sua interação com o sistema endocanabinoide, uma rede reguladora que mantém as funções vitais em equilíbrio. Os canabinoides interagem com os dois principais receptores canabinoides (CB1 e CB2) do sistema endocanabinoide, que ajusta a liberação de neurotransmissores em um esforço para controlar os níveis de dor.

Estudos têm demonstrado a segurança do uso de CBD no controle de dores. Com o alto risco de abuso de medicamentos analgésicos, que tiram a vida de mais de 40 pacientes por dia só nos EUA, o CBD surge como uma forma eficaz e não viciante de tratar dores crônicas.

 

Psoríase e o CBD

Estudos indicam que os canabinoides encontrados na canabis podem ajudar a controlar a psoríase através de sua interação com o sistema endocanabinoide (SEC) e ajudam a regular as funções normais do sistema imunológico.

Pesquisas sugerem ainda que a canabis pode ajudar a tratar os sintomas da psoríase ao regular a hiperatividade das células T. Um estudo descobriu que a interação dos canabinoides com os receptores do SEC está associada a vários processos biológicos relacionados à pele, inclusive à proliferação de suas células.

 

O canabidiol para controle de ELA

O canabidiol  tem demonstrado retardar significativamente os primeiros sintomas da Esclerose Lateral Amiotrófica.

A canabis também pode ajudar pacientes com ELA a gerenciar os sintomas da doença, como dores, perda de apetite, depressão, problemas no sono, espasticidade e excesso de salivação.

A canabis combate as dores associadas à doença devido a seus efeitos analgésicos e anti-inflamatórios, além de tratar a espasticidade, por funcionar como relaxante muscular. Em diferentes estágios da doença a canabis ajuda os pacientes como estimulador de apetite.

 

 

 

 

 

 

 
Como Funciona

 

A principal função do canabidiol é equilibrar o organismo de forma a amenizar quaisquer sintomas adversos ao funcionamento considerado normal. 
O nosso corpo possui o que chamamos de "sistema endocanabinoide", que é nada mais do que um sistema, assim como o digestivo, capaz de interagir com os componentes do CBD, promovendo o equilíbrio do organismo.
Vários estudos têm mostrado que o sistema endocanabinóide está diretamente envolvido nos processos que mantêm nossos corpos em equilíbrio, incluindo humor, apetite, sensação de dor, memória, funções do sistema imunológico e controle de inflamações.
É através da interação do CBD com o sistema endocanabinóide que se obtem os efeitos benéficos desejados como opção de tratamento.

 

 

 

 

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